terça-feira, 1 de setembro de 2009
Ficha_Entrevista
Apresentação: A Entrevista de Rádio
Trata-se de uma matéria jornalistica captada diretamente ao vivo ou gravação em mp3 ou em fita magnética. Através de perguntas de um entevistador/repórter a uma ou mais pessoas sobre temas da atualidade e de interesse geral. Pode ser Informativa, Opinativa, ou ainda, Biográfica.
Entrevista Informativa = É a procura de fatos, de dados objetivos, de matéria de valor jornalístico, mediante conversação com alguém bem informado em qualquer área: Política, Economia, Esportes, Educação, Ciências, Artes, etc.
Entrevista Opinativa = É a entrevista em que se busca a apresentação de idéias, a emissão de juízos e a sugestão de soluções. Tem um caráter subjetivo, uma vez que expressa um ponto de vista pessoal e discutível. Nesse caso, o ouvinte é convidado a pensar, refletir e fazer ser próprio julgamento. O entrevistado não precisa ser especialista no assunto, mas deve estar bem informado.
Entrevista Biográfica = Expressa o perfil psicológico do entrevistado. Nesse caso, não é somente o assunto que interessa, mas como o entrevistado o trata (opiniões, sentimentos e reações). A importância está no interesse que o entrevistado desperta na audiência. Nesse caso, as funções da fala são importantes, especialmente a de apelo.
Entrevista: Formas de Realização
Quanto à forma de realização, a entrevista tem quatro formas de realização, sendo duas delas individuais e duas delas de grupo: Individual Exclusiva, Individual Coletiva, Enquête, Debate (ou Mesa Redonda):
Entrevista Individual Exclusiva = Quando o entrevistado conversa ao microfone com um só repórter, para uma única emissora ou cadeia de emissoras associadas.
Entrevista Individual Coletiva = Quando vários repórteres, de várias emissoras diferentes, entrevistam um mesmo personagem.
Enquete = Entrevista com diversos entrevistados, abordados e ouvidos sem quaisquer discriminação profissional, social, etária, ideológica, etc.
Debate (ou Mesa Redonda) = Os entrevistados representam um mesmo grupo social ou profissional e são autoridades no assunto enfocado. Nesse caso, a programa deve ser previamente elaborado. O(s) repórter(es) deve(m) formular a introdução e pelo menos a primeira pergunta. Podem ser também preparadas todas as perguntas, dependendo do tema, Mas existe o risco da entrevista parecer mecânica e muito elaborada, o que desmotiva o ouvinte. Tem casos em que o ouvinte participa. É preciso saber conduzi-la. É importante que fale um de cada vez.
Flash
Trata-se de uma cobertura realizada no local dos acontecimentos e transmitida ao vivo, ou então, gravada. Nesses casos, o repórter é acionado do estúdio. Ele pode entrevistar alguém ou simplesmente descrever o fato no menor espaço de tempo. O repórter deve ter poder de síntese, fluência e imaginação, além de saber utilizar a ambientação.
O "Ao vivo" é o grande trunfo do Rádiojornalismo. Afinal, "explodem" fatos na rua a todo instante. Se tiver alguém por perto, munido de um telefone celular ou mesmo de um cartão telefônico, em questão de segundos, a informação chega à rádio e é transmitida para o público. Esse alguém pode ser um ouvinte que passa na rua e vê um acidente, por exemplo, mas o grande transmissor é o repórter. É no flash direto onde ele se expõe por inteiro.
Um artifício fundamental do repórter flash é a capacidade de improviso. E ela não nasce com a pessoa, mas é fruto de muito treino e se desenvolve com o tempo. Enquanto isso não acontece, o repórter deve cair em campo municiado de material escrito, para evitar erros no ar.
Outro item do "ao vivo" é o som, que o repórter deve aproveitar bem. Não se trata do som da voz do repórter, mas a ambientação, discussões, sirenes, protestos, choro. A sonoplastia não deve ser apenas descrita por meio de um texto ou entrevista.
Entrevistas Diretas e Entrevistas Gravadas
A diferença entre as entrevistas diretas e as entrevistas gravadas é a possibilidade de recursos para edição, que as primeiras não têm por se tratar de uma entrevista ao vivo.
Nas entrevistas diretas, a transmissão é ao vivo. Nesse caso, o repórter deve tomar cuidados especiais, como o de conhecer bem o entrevistado, escolher o entrevistado, ter segurança e acima de tudo, ter facilidade para se expressar diante do entrevistado e de seu publico.
Já nas entrevistas gravadas, o repórter dispõe de maiores recursos. Convém alertar o entrevistado da possibilidade de cortes e regravações. O repórter também deve dar oportunidade ao entrevistado de refazer alguma resposta, caso haja tempo.
Tipos de Entrevistadores que não deveriam existir
Tome cuidado para você não ser um deles:
Improvisado: Não se preocupa com nada. Na pressa, esquece as pilhas do gravador, o local da entrevista ou mesmo quem é o entrevistado. Ele também não se prepara para a matéria, nem se aprofunda no tema. As perguntas certamente vão ser desordenadas e superficiais, quando não "idiotizadas".
Nervoso: O repórter deve criar um clima de confiança mútua entre ele e o entrevistado, conversando amenidades, se der tempo, para que ambos se sintam à vontade. Pára muito as gravações e repete as perguntas, cortando a espontaneidade da entrevista. Isso quando não comete o pecado grave de ensaiar as perguntas e respostas.
Estrela: Passa o tempo da entrevista qualificando as palavras do entrevistado e emitindo as próprias opiniões ("sei..."; "interessante..."; "muito bem..."). E quando entrevista populares, o "repórter-estrela" adota um tom paternalista, crente que vai se popularizar. O negócio é ser breve ao fazer as perguntas e deixar o entrevistado falar.
Surdo: Temos que escutar atentamente o entrevistado para evitar uma repetição de perguntas. Tem repórter que não presta atenção no que o entrevistado está falando e se guia exclusivamente pelo seu roteiro de perguntas. O ideal é que a entrevista se desenvolva por ela mesma, pois a maior habilidade de um entrevistado é descobrir nas respostas uma deixa para a próxima pergunta.
Confuso: As perguntas devem ser curtas e claras. não se deve misturá-las. Se fizer duas ou três perguntas juntas, o entrevistado ficará confuso e não vai saber o que responder. As perguntas não devem ser amplas, para não confundir o entrevistado.
Culto: O entrevistador ocupa o lugar do público. Deve, portanto, falar com palavras simples e populares para que todo mundo entenda. Se o entrevistado começar a falar difícil, interrompa com educação e peça para o convidado explicar com mais clareza a fim de que todos compreendam.
Manipulador: É o rei da falta de Ética. Ele manipula a entrevista para os próprios interesses. As perguntas que fazem são respostas disfarçadas, questões dirigidas ou manipuladas, para fazer o outro dizer aquilo que esse repórter quer.
Velório: Tem repórter que é tímido ou formal demais e acaba dando um tom mais cerimonioso, quase fúnebre, ao microfone. Esse tipo de entrevistador contagia o convidado e em pouco tempo, os dois falam em voz baixa e triste, com "cara de enterro".
Metralhadora: Tem entrevistador que só falta fuzilar as pessoas com tantas perguntas. Entrevista não é apenas um interrogatório, é uma troca de idéias em que o repórter se interessa pelo convidado e ele se sente útil, não apenas fazendo um favor ao repórter.
Bobo: Também chamado de "segurador de microfone", deixa o entrevistado falar até cansar. Não conduzem a entrevista.
O Entrevistado
É importante a escolha do entrevistado para o tema a ser abordado, que deve ser atual e de interesse geral. Há o fator preferência popular, isto é, notoriedade comprovada, que mesmo não se expressando bem, tem a preferência do público. Muitas vezes, o entrevistado, mesmo conhecendo profundamente o assunto, se inibe diante do microfone ou do repórter, ou ainda, tem medo de se expressar mal ou de ser mal interpretado. O entrevistado tem motivações (favoráveis ou não) para participar de uma entrevista:
Motivações Favoráveis:
• Desejo de ajudar alguém ou a comunidade
• Satisfação emocional em expressar sua opinião
• Satisfação intelectual em dominar o assunto
• Simpatia com a emissora
• Simpatia com o repórter
• Simpatia com a audiência
• Importância do veículo, do programa e do comunicador
Motivações Desfavoráveis
• Medo do microfone
• Medo de ser mal interpretado
• Antipatia com o repórter
• Antipatia com o programa
• Antipatia com a audiência
A preparação do repórter
Ele deve reunir uma serie de qualidades para exercer seu trabalho da melhor forma possível: coragem, agilidade mental, atenção, preparação, ritmo, objetividade, clareza, faro, boa dicção, e conhecimento do material de trabalho. Preste atenção nas dicas seguintes para se fazer uma boa entrevista:
- Antes de sair para a entrevista, verifique o funcionamento do gravador, se ele tem pilhas novas, se as fitas estão na posição correta e se foi feito o teste de voz
- O entrevistador deve ter o tema bem claro. Se não o conhece, deve antes se inteirar do assunto. O entrevistado deve ser selecionado em função do tema
- As perguntas a serem feitas devem obedecer a uma ordem lógica. Formular um roteiro de perguntas ajuda muito.
- Nas entrevistas gravadas não devemos parar a gravação a não ser em casos graves: erros crassos, acusações levianas ou explicações quilométricas.
- Esquematize com antecedência a entrevista, tanto com o entrevistado, quanto com o tema.
- Trate o entrevistado por "senhor" ou "senhora"
Exceções: "Doutor", para médicos, advogados, juízes e quem fez doutorado
Tratamento coloquial para artistas, atletas, estudantes e crianças
- A surpresa é a grande arma da entrevista. Se necessário, mostre as perguntas ao entrevistado.
- Antes de começar a gravar, avise ao entrevistado que você vai fazer a marcação, um recurso para facilitar a edição de áudio. Na marcação, identificamos o cargo e o nome do entrevistado
- Marcação: "Atenção, edição, gravação com a cantora Ivete Sangalo..."
- Outro estilo de marcação: "1, 2, 3... gravação com Ivete Sangalo..."
- Produza a entrevista, entrando em contato com o entrevistado, pessoalmente ou por telefone, seja pontual e espere com paciência. Vá com boa aparência, seja educado, astuto e capte os pontos negativos.
-As perguntas não podem ser fechadas demais, pois assim as respostas são no máximo "sim" ou "não".
- A primeira pergunta deve ser abrangente (mas nem tanto), e depois, faça os questionamentos das perguntas mais importantes às menos importantes.
- Motive bem o entrevistado, que você vai colher o melhor possível.
- Fique atento às respostas, a fim de você pegar "ganchos" para as perguntas seguintes e para não fazer perguntas já respondidas.
- Se mostre neutro, por mais opiniões formadas que você tenha sobre o assunto. No Jornalismo Especializado, você pode insinuar de que lado está.
- Não faça muitas perguntas de uma só vez.
- Tenha sempre na cabeça que a figura central de uma entrevista é o entrevistado. Ele gosta de saber que você entrende o assunto, mas quer ser o centro das atenções.
- As interrupções (apartes) devem ser feitas na hora precisa.
- Nunca seja indiscreto. Quase sempre acontecem incidentes graves, provocando até mesmo a retirada do programa, quando é ao vivo.
- Nas entrevistas gravadas, o tempo da entrevista depende do repórter, mas se o entrevistado se alongar, a edição corta o que for desnecessário.
- Em noticiosos, é necessário que o repórter anuncie o entrevistado várias vezes, porque esse cuidado vale para os ouvintes que ligam o rádio depois da entrevista ter começado.
- Não esqueça de, ao final da entrevista, agradecer ao entrevistado e se possível, ceda o microfone para qualquer declaração complementar, despedidas ou agradecimentos à audiência.
Dicas para se dar bem na Reportagem "Ao Vivo"
- Seja conciso e direto no relato dos fatos e das circunstâncias
- Sinta o ambiente e busque referências concretas que dêem vida à matéria: hora exata, local, pessoas, etc.
- No relato dos fatos, explore os verbos e não os adjetivos. A função do repórter é informar e não emitir opiniões.
- Seja profissional em qualquer situação.Mesmo emocionado, não deixe de apresentar os fatos que o público espera ouvir do repórter.
- Nas matérias ao vivo, redobre os cuidados com a transmissão da informação. Num contato prévio com o entrevistado, procure "pinçar" as informações que vão poder ser extraídas.O cuidado com a linguagem também deve ser redobrado.
- Tenha preparado o material: gravador, pilhas e fitas extras, papel e caneta para anotar. Geralmente as emissoras munem seus repórteres de um telefone celular para fazer os flashes diretos.
Dicas para se dar bem com o microfone
Alguns anos atrás os microfones não possuíam a tecnologia de hoje. Com o desenvolvimento dos atuais, temos condições de ampliar a voz humana a extraordinários limites. A voz passou a ser mais bem detectada, ganhando um colorido todo especial. Da mesma forma que a voz passou a ser amplificada, com a nova tecnologia, surgiram também alguns requisitos básicos a serem observador pelos locutores quanto à sua utilização:
• ANTES DE USAR UM MICROFONE, DEVE-SE TESTÁ-LO JUNTO AO EQUIPAMENTO.
Atitude: Coloque a chave do microfone ou o canal em que ele está acoplado à mesa em áudio, e teste-o de forma a saber se está como o funcionamento normal. Via de regra sempre fazemos o teste antes de entrarmos no ar.
• POSICIONE O MICROFONE DE FORMA CORRETA JUNTO A VOCÊ.
Atitude: Os microfone são acoplados às "girafas", ou seja, a pedestais metálicos, reguláveis na altura e na distância. Certifique-se de que o microfone esteja desligado e regule-o de forma a ficar em distância e altura compatíveis ao seu trabalho.
• DISTÂNCIA CORRETA.
Atitude: Conforme o microfone variam-se as distâncias. Existem microfones mais sensíveis, que devem ficar a pelo menos 1 metro de distância do locutor, devido sua multidireção de captação sonora. É o chamado microfone multidirecional.
O Shure, Leson e outros de semelhantes características são chamados de unidirecionais, por captarem os sons da voz com qualidade, somente na posição frontal e, neste caso, devem ficar a uma distância de 10 a 20 cm do locutor. Pois do contrário, em distância provocaríamos os famosos "pufs" no ar, que nada mais são do que a saturação na capacidade de captação do mesmo.
• MAU FUNCIONAMENTO DO MICROFONE.
Atitude: Se o microfone começar a funcionar mal, não vacile em substituí-lo por outro. Normalmente mau funcionamento do equipamento se dá pelo desgaste do material, por quedas e fortes batidas no mesmo e ainda por mau contato dos cabos e conectores do microfone junto à mesa.
• CUIDADO COM A RESPIRAÇÃO, POIS O MICROFONE VAI CAPTÁ-LA E AMPLIFICÁ-LA.
Atitude: Uma das coisas que mais demonstram que um locutor é iniciante é a forma pela qual são feitas as tomas de ar antes de se falar. O microfone amplifica os sibilados da voz
e os ruídos provocados pela boca. É extremamente desagradável ouvirmos alguns tipos de ruídos provocados pela língua, dentro da boca, durante a locução. Cuide para isto não acontecer.
• NÃO DÊ APARTES PRÓXIMO AO MICROFONE, A SUA FALA SERÁ CAPTADA E AMPLIFICADA.
Atitude: Muitas vezes o microfone é deixado aberto no ar, por esquecimento ou propositadamente, quando na passagem rápida de um segmento a outro do programa. Neste momento devemos cuidar para que não provoquemos sons detectáveis junto a ele, tais como: Úfa, Que calor, Vá mais pra lá, etc.
• SE ESTIVER LENDO NÃO VIRE AS FOLHAS DIANTE DO MICROFONE, VIRE-AS FORA DE SEU ÂMBITO DE ALCANCE.
Atitude: Procure dispor de forma ordenada as folhas dos noticiários ou da programação. Desta forma, quando você entrar no ar, não correrá o risco de perder-se diante delas.
Trata-se de uma matéria jornalistica captada diretamente ao vivo ou gravação em mp3 ou em fita magnética. Através de perguntas de um entevistador/repórter a uma ou mais pessoas sobre temas da atualidade e de interesse geral. Pode ser Informativa, Opinativa, ou ainda, Biográfica.
Entrevista Informativa = É a procura de fatos, de dados objetivos, de matéria de valor jornalístico, mediante conversação com alguém bem informado em qualquer área: Política, Economia, Esportes, Educação, Ciências, Artes, etc.
Entrevista Opinativa = É a entrevista em que se busca a apresentação de idéias, a emissão de juízos e a sugestão de soluções. Tem um caráter subjetivo, uma vez que expressa um ponto de vista pessoal e discutível. Nesse caso, o ouvinte é convidado a pensar, refletir e fazer ser próprio julgamento. O entrevistado não precisa ser especialista no assunto, mas deve estar bem informado.
Entrevista Biográfica = Expressa o perfil psicológico do entrevistado. Nesse caso, não é somente o assunto que interessa, mas como o entrevistado o trata (opiniões, sentimentos e reações). A importância está no interesse que o entrevistado desperta na audiência. Nesse caso, as funções da fala são importantes, especialmente a de apelo.
Entrevista: Formas de Realização
Quanto à forma de realização, a entrevista tem quatro formas de realização, sendo duas delas individuais e duas delas de grupo: Individual Exclusiva, Individual Coletiva, Enquête, Debate (ou Mesa Redonda):
Entrevista Individual Exclusiva = Quando o entrevistado conversa ao microfone com um só repórter, para uma única emissora ou cadeia de emissoras associadas.
Entrevista Individual Coletiva = Quando vários repórteres, de várias emissoras diferentes, entrevistam um mesmo personagem.
Enquete = Entrevista com diversos entrevistados, abordados e ouvidos sem quaisquer discriminação profissional, social, etária, ideológica, etc.
Debate (ou Mesa Redonda) = Os entrevistados representam um mesmo grupo social ou profissional e são autoridades no assunto enfocado. Nesse caso, a programa deve ser previamente elaborado. O(s) repórter(es) deve(m) formular a introdução e pelo menos a primeira pergunta. Podem ser também preparadas todas as perguntas, dependendo do tema, Mas existe o risco da entrevista parecer mecânica e muito elaborada, o que desmotiva o ouvinte. Tem casos em que o ouvinte participa. É preciso saber conduzi-la. É importante que fale um de cada vez.
Flash
Trata-se de uma cobertura realizada no local dos acontecimentos e transmitida ao vivo, ou então, gravada. Nesses casos, o repórter é acionado do estúdio. Ele pode entrevistar alguém ou simplesmente descrever o fato no menor espaço de tempo. O repórter deve ter poder de síntese, fluência e imaginação, além de saber utilizar a ambientação.
O "Ao vivo" é o grande trunfo do Rádiojornalismo. Afinal, "explodem" fatos na rua a todo instante. Se tiver alguém por perto, munido de um telefone celular ou mesmo de um cartão telefônico, em questão de segundos, a informação chega à rádio e é transmitida para o público. Esse alguém pode ser um ouvinte que passa na rua e vê um acidente, por exemplo, mas o grande transmissor é o repórter. É no flash direto onde ele se expõe por inteiro.
Um artifício fundamental do repórter flash é a capacidade de improviso. E ela não nasce com a pessoa, mas é fruto de muito treino e se desenvolve com o tempo. Enquanto isso não acontece, o repórter deve cair em campo municiado de material escrito, para evitar erros no ar.
Outro item do "ao vivo" é o som, que o repórter deve aproveitar bem. Não se trata do som da voz do repórter, mas a ambientação, discussões, sirenes, protestos, choro. A sonoplastia não deve ser apenas descrita por meio de um texto ou entrevista.
Entrevistas Diretas e Entrevistas Gravadas
A diferença entre as entrevistas diretas e as entrevistas gravadas é a possibilidade de recursos para edição, que as primeiras não têm por se tratar de uma entrevista ao vivo.
Nas entrevistas diretas, a transmissão é ao vivo. Nesse caso, o repórter deve tomar cuidados especiais, como o de conhecer bem o entrevistado, escolher o entrevistado, ter segurança e acima de tudo, ter facilidade para se expressar diante do entrevistado e de seu publico.
Já nas entrevistas gravadas, o repórter dispõe de maiores recursos. Convém alertar o entrevistado da possibilidade de cortes e regravações. O repórter também deve dar oportunidade ao entrevistado de refazer alguma resposta, caso haja tempo.
Tipos de Entrevistadores que não deveriam existir
Tome cuidado para você não ser um deles:
Improvisado: Não se preocupa com nada. Na pressa, esquece as pilhas do gravador, o local da entrevista ou mesmo quem é o entrevistado. Ele também não se prepara para a matéria, nem se aprofunda no tema. As perguntas certamente vão ser desordenadas e superficiais, quando não "idiotizadas".
Nervoso: O repórter deve criar um clima de confiança mútua entre ele e o entrevistado, conversando amenidades, se der tempo, para que ambos se sintam à vontade. Pára muito as gravações e repete as perguntas, cortando a espontaneidade da entrevista. Isso quando não comete o pecado grave de ensaiar as perguntas e respostas.
Estrela: Passa o tempo da entrevista qualificando as palavras do entrevistado e emitindo as próprias opiniões ("sei..."; "interessante..."; "muito bem..."). E quando entrevista populares, o "repórter-estrela" adota um tom paternalista, crente que vai se popularizar. O negócio é ser breve ao fazer as perguntas e deixar o entrevistado falar.
Surdo: Temos que escutar atentamente o entrevistado para evitar uma repetição de perguntas. Tem repórter que não presta atenção no que o entrevistado está falando e se guia exclusivamente pelo seu roteiro de perguntas. O ideal é que a entrevista se desenvolva por ela mesma, pois a maior habilidade de um entrevistado é descobrir nas respostas uma deixa para a próxima pergunta.
Confuso: As perguntas devem ser curtas e claras. não se deve misturá-las. Se fizer duas ou três perguntas juntas, o entrevistado ficará confuso e não vai saber o que responder. As perguntas não devem ser amplas, para não confundir o entrevistado.
Culto: O entrevistador ocupa o lugar do público. Deve, portanto, falar com palavras simples e populares para que todo mundo entenda. Se o entrevistado começar a falar difícil, interrompa com educação e peça para o convidado explicar com mais clareza a fim de que todos compreendam.
Manipulador: É o rei da falta de Ética. Ele manipula a entrevista para os próprios interesses. As perguntas que fazem são respostas disfarçadas, questões dirigidas ou manipuladas, para fazer o outro dizer aquilo que esse repórter quer.
Velório: Tem repórter que é tímido ou formal demais e acaba dando um tom mais cerimonioso, quase fúnebre, ao microfone. Esse tipo de entrevistador contagia o convidado e em pouco tempo, os dois falam em voz baixa e triste, com "cara de enterro".
Metralhadora: Tem entrevistador que só falta fuzilar as pessoas com tantas perguntas. Entrevista não é apenas um interrogatório, é uma troca de idéias em que o repórter se interessa pelo convidado e ele se sente útil, não apenas fazendo um favor ao repórter.
Bobo: Também chamado de "segurador de microfone", deixa o entrevistado falar até cansar. Não conduzem a entrevista.
O Entrevistado
É importante a escolha do entrevistado para o tema a ser abordado, que deve ser atual e de interesse geral. Há o fator preferência popular, isto é, notoriedade comprovada, que mesmo não se expressando bem, tem a preferência do público. Muitas vezes, o entrevistado, mesmo conhecendo profundamente o assunto, se inibe diante do microfone ou do repórter, ou ainda, tem medo de se expressar mal ou de ser mal interpretado. O entrevistado tem motivações (favoráveis ou não) para participar de uma entrevista:
Motivações Favoráveis:
• Desejo de ajudar alguém ou a comunidade
• Satisfação emocional em expressar sua opinião
• Satisfação intelectual em dominar o assunto
• Simpatia com a emissora
• Simpatia com o repórter
• Simpatia com a audiência
• Importância do veículo, do programa e do comunicador
Motivações Desfavoráveis
• Medo do microfone
• Medo de ser mal interpretado
• Antipatia com o repórter
• Antipatia com o programa
• Antipatia com a audiência
A preparação do repórter
Ele deve reunir uma serie de qualidades para exercer seu trabalho da melhor forma possível: coragem, agilidade mental, atenção, preparação, ritmo, objetividade, clareza, faro, boa dicção, e conhecimento do material de trabalho. Preste atenção nas dicas seguintes para se fazer uma boa entrevista:
- Antes de sair para a entrevista, verifique o funcionamento do gravador, se ele tem pilhas novas, se as fitas estão na posição correta e se foi feito o teste de voz
- O entrevistador deve ter o tema bem claro. Se não o conhece, deve antes se inteirar do assunto. O entrevistado deve ser selecionado em função do tema
- As perguntas a serem feitas devem obedecer a uma ordem lógica. Formular um roteiro de perguntas ajuda muito.
- Nas entrevistas gravadas não devemos parar a gravação a não ser em casos graves: erros crassos, acusações levianas ou explicações quilométricas.
- Esquematize com antecedência a entrevista, tanto com o entrevistado, quanto com o tema.
- Trate o entrevistado por "senhor" ou "senhora"
Exceções: "Doutor", para médicos, advogados, juízes e quem fez doutorado
Tratamento coloquial para artistas, atletas, estudantes e crianças
- A surpresa é a grande arma da entrevista. Se necessário, mostre as perguntas ao entrevistado.
- Antes de começar a gravar, avise ao entrevistado que você vai fazer a marcação, um recurso para facilitar a edição de áudio. Na marcação, identificamos o cargo e o nome do entrevistado
- Marcação: "Atenção, edição, gravação com a cantora Ivete Sangalo..."
- Outro estilo de marcação: "1, 2, 3... gravação com Ivete Sangalo..."
- Produza a entrevista, entrando em contato com o entrevistado, pessoalmente ou por telefone, seja pontual e espere com paciência. Vá com boa aparência, seja educado, astuto e capte os pontos negativos.
-As perguntas não podem ser fechadas demais, pois assim as respostas são no máximo "sim" ou "não".
- A primeira pergunta deve ser abrangente (mas nem tanto), e depois, faça os questionamentos das perguntas mais importantes às menos importantes.
- Motive bem o entrevistado, que você vai colher o melhor possível.
- Fique atento às respostas, a fim de você pegar "ganchos" para as perguntas seguintes e para não fazer perguntas já respondidas.
- Se mostre neutro, por mais opiniões formadas que você tenha sobre o assunto. No Jornalismo Especializado, você pode insinuar de que lado está.
- Não faça muitas perguntas de uma só vez.
- Tenha sempre na cabeça que a figura central de uma entrevista é o entrevistado. Ele gosta de saber que você entrende o assunto, mas quer ser o centro das atenções.
- As interrupções (apartes) devem ser feitas na hora precisa.
- Nunca seja indiscreto. Quase sempre acontecem incidentes graves, provocando até mesmo a retirada do programa, quando é ao vivo.
- Nas entrevistas gravadas, o tempo da entrevista depende do repórter, mas se o entrevistado se alongar, a edição corta o que for desnecessário.
- Em noticiosos, é necessário que o repórter anuncie o entrevistado várias vezes, porque esse cuidado vale para os ouvintes que ligam o rádio depois da entrevista ter começado.
- Não esqueça de, ao final da entrevista, agradecer ao entrevistado e se possível, ceda o microfone para qualquer declaração complementar, despedidas ou agradecimentos à audiência.
Dicas para se dar bem na Reportagem "Ao Vivo"
- Seja conciso e direto no relato dos fatos e das circunstâncias
- Sinta o ambiente e busque referências concretas que dêem vida à matéria: hora exata, local, pessoas, etc.
- No relato dos fatos, explore os verbos e não os adjetivos. A função do repórter é informar e não emitir opiniões.
- Seja profissional em qualquer situação.Mesmo emocionado, não deixe de apresentar os fatos que o público espera ouvir do repórter.
- Nas matérias ao vivo, redobre os cuidados com a transmissão da informação. Num contato prévio com o entrevistado, procure "pinçar" as informações que vão poder ser extraídas.O cuidado com a linguagem também deve ser redobrado.
- Tenha preparado o material: gravador, pilhas e fitas extras, papel e caneta para anotar. Geralmente as emissoras munem seus repórteres de um telefone celular para fazer os flashes diretos.
Dicas para se dar bem com o microfone
Alguns anos atrás os microfones não possuíam a tecnologia de hoje. Com o desenvolvimento dos atuais, temos condições de ampliar a voz humana a extraordinários limites. A voz passou a ser mais bem detectada, ganhando um colorido todo especial. Da mesma forma que a voz passou a ser amplificada, com a nova tecnologia, surgiram também alguns requisitos básicos a serem observador pelos locutores quanto à sua utilização:
• ANTES DE USAR UM MICROFONE, DEVE-SE TESTÁ-LO JUNTO AO EQUIPAMENTO.
Atitude: Coloque a chave do microfone ou o canal em que ele está acoplado à mesa em áudio, e teste-o de forma a saber se está como o funcionamento normal. Via de regra sempre fazemos o teste antes de entrarmos no ar.
• POSICIONE O MICROFONE DE FORMA CORRETA JUNTO A VOCÊ.
Atitude: Os microfone são acoplados às "girafas", ou seja, a pedestais metálicos, reguláveis na altura e na distância. Certifique-se de que o microfone esteja desligado e regule-o de forma a ficar em distância e altura compatíveis ao seu trabalho.
• DISTÂNCIA CORRETA.
Atitude: Conforme o microfone variam-se as distâncias. Existem microfones mais sensíveis, que devem ficar a pelo menos 1 metro de distância do locutor, devido sua multidireção de captação sonora. É o chamado microfone multidirecional.
O Shure, Leson e outros de semelhantes características são chamados de unidirecionais, por captarem os sons da voz com qualidade, somente na posição frontal e, neste caso, devem ficar a uma distância de 10 a 20 cm do locutor. Pois do contrário, em distância provocaríamos os famosos "pufs" no ar, que nada mais são do que a saturação na capacidade de captação do mesmo.
• MAU FUNCIONAMENTO DO MICROFONE.
Atitude: Se o microfone começar a funcionar mal, não vacile em substituí-lo por outro. Normalmente mau funcionamento do equipamento se dá pelo desgaste do material, por quedas e fortes batidas no mesmo e ainda por mau contato dos cabos e conectores do microfone junto à mesa.
• CUIDADO COM A RESPIRAÇÃO, POIS O MICROFONE VAI CAPTÁ-LA E AMPLIFICÁ-LA.
Atitude: Uma das coisas que mais demonstram que um locutor é iniciante é a forma pela qual são feitas as tomas de ar antes de se falar. O microfone amplifica os sibilados da voz
e os ruídos provocados pela boca. É extremamente desagradável ouvirmos alguns tipos de ruídos provocados pela língua, dentro da boca, durante a locução. Cuide para isto não acontecer.
• NÃO DÊ APARTES PRÓXIMO AO MICROFONE, A SUA FALA SERÁ CAPTADA E AMPLIFICADA.
Atitude: Muitas vezes o microfone é deixado aberto no ar, por esquecimento ou propositadamente, quando na passagem rápida de um segmento a outro do programa. Neste momento devemos cuidar para que não provoquemos sons detectáveis junto a ele, tais como: Úfa, Que calor, Vá mais pra lá, etc.
• SE ESTIVER LENDO NÃO VIRE AS FOLHAS DIANTE DO MICROFONE, VIRE-AS FORA DE SEU ÂMBITO DE ALCANCE.
Atitude: Procure dispor de forma ordenada as folhas dos noticiários ou da programação. Desta forma, quando você entrar no ar, não correrá o risco de perder-se diante delas.
Ficha_Verbos

ENTREVISTA JORNALÍSTICA: VERBOS E LOCUÇÕES VERBAIS
Emprego dos discursos direto e indireto no texto da entrevista
Pesquisa: Professora Drª. JOANITA MOTA DE ATAIDE
Emprego de verbos declarativos ou dicendi em matérias do jornalismo brasileiro contemporâneo, elaboradas com base em entrevistas. Pesquisamos em jornais e revistas de diferentes naturezas e periodicidades, durante as décadas de 80 (segunda metade) e de 90. O resultado acha-se no glossário de mais de 300 verbos, abaixo.
1 Classificação:
Othon M. Garcia (1986, p.129ss) adota uma classificação dupla para os verbos usados nos diálogos, encontrados na literatura de ficção (romances, contos), dos quais a entrevista jornalística faz amplo emprego. O narrador pode optar pelo discurso direto – transcrição da fala do interlocutor – ou pelo discurso indireto – isto é, a transmissão da essência do pensamento do entrevistado.
1.1– Classe: Verbos declarandi ou dicendi (de declaração)
1.1.1– Definição: São os verbos de elocução. A elocução refere-se à maneira pela qual alguém se expressa, quais palavras usa para fazê-lo.
1.1.2– Áreas semânticas: (GARCIA, 1986, p.131)
DIZER – afirmar, declarar;
PERGUNTAR – indagar, interrogar;
RESPONDER – retrucar, replicar;
CONTESTAR – negar, objetar;
CONCORDAR – assentir, anuir;
EXCLAMAR – gritar, bradar;
PEDIR – solicitar, rogar;
EXORTAR – animar, aconselhar;
ORDENAR – mandar, determinar.
1.2– Classe : Verbos sentiendi ou de sentir (assim chamados, por analogia aos dicendi).
1.2.1– Definição: Esses verbos são vicários ou variações dos verbos de elocução, pois fazem as vezes destes. Ou seja: do ponto de vista lógico-sintático presumem a existência de um legítimo dicendi oculto. Mas, como variação dos dicendi, expressam a carga de afetividade presente na língua falada.
1.2.2– Áreas semânticas: Expressam estado de espírito, reação psicológica, emoções, atitudes, gestos, etc. Ex. (Othon Garcia, op. cit.): GEMER, SUSPIRAR, LAMENTAR(SE), QUEIXAR-SE, EXPLODIR, ENCAVACAR, etc.
1.3– Funções:
1.3.1– Indicar o interlocutor que está com a palavra.
1.3.2– Permitir a adjunção de orações adverbiais (quase sempre reduzidas de gerúndio) ou expressões de valor adverbial, com que o narrador sublinha a fala das personagens, anotando-lhes a reação física ou psíquica. Em síntese, a função dos verbos dicendi é retratar o comportamento – em determinada circunstância - ou mesmo o caráter das personagens.
Ex.: “Eu tenho aqui uma lista de nomeações do PL para encaminhar”, disse Costa Neto entregando... Hargreaves não titubeou. Sem olhar a lista, foi logo prometendo: “Pode deixar comigo. Vou examinar com todo carinho”. (IstoÉ, 2.6.1993, no. 1235, p.21)
Segue glossário de verbos dicendi e sentiendi, em ordem alfabética.
Abordar Admirar-se Ajustar Ameaçar
Acentuar Admitir Alardear Amenizar
Aconselhar Admoestar Alegrar-se Anotar
Acreditar Advertir Alertar Analisar
Acrescentar Alegar Alfinetar Animar(se)
Acusar Afirmar Aludir Antever
Adiantar Ajuntar Alinhar Anuir
Anunciar Compreender Denunciar Endossar
Apontar Comprometer-se Deplorar / Depor Enfatizar
Apostar Comprovar Derramar-se Enfocar
Apregoar Comunicar Desabafar Engatilhar
Argüir Conclamar Desafiar Ensinar
Arriscar Concluir Desarmar-se Entender
Argumentar Concordar Descansar Entusiasmar-se
Arrematar Condenar Descartar Enumerar
Arrolar Confessar Descobrir Esbravejar
Assegurar Confiar Desconfiar Escandalizar-se
Asseverar Confidenciar Desculpar-se Escapar
Assinalar Confirmar Desdenhar Ensinar Gritar Ponderar Esclarecer
Assustar-se Confundir-se Desenvolver Entender Historiar Precisar Esconjurar
Atacar Congratular-se Desesperar-se Espantar-se
Atestar Conjecturar Desmentir Esquivar-se
Atribuir Consolar-se Destacar Estabelecer
Avaliar Constatar Determinar Estimar
Avisar Contabilizar Devolver Evidenciar
Balbuciar Contar Diagnosticar Exagerar
Bradar Contemporizar Discordar Exclamar
Bravatear Contestar Discorrer Exemplificar
Brincar Contra-atacar Discursar Exigir / Eximir-se
Calcular Contradizer Disfarçar Exortar / Explanar
Censurar Contrapor-se Disparar Explicar
Chamar a atenção Credenciar-se Distinguir Explicitar
Citar Crer Divertir-se Explodir
Classificar Criticar Dizer Expor
Cobrar Decepcionar-se Elogiar Expressar-se
Comemorar Declarar(se) Elucidar Exprimir-se
Comentar Defender(se) Emendar Extasiar-se
Comparar Definir(se) Emocionar-se Externar
Complementar Deixar escapar Encavacar Exultar
Completar Demonstrar Encerrar Falar
Fazer coro Mentalizar Raciocinar Resumir
Festejar Minimizar Reafirmar Retrucar
Filosofar Mostrar Reagir Revelar
Finalizar Murmurar Rebater Revidar
Frisar Narrar / Negar Receitar Revoltar-se
Fulminar Nomear / Notar Reclamar Rezar
Gabar-se Objetar Recompor-se Rugir
Garantir Observar Reconhecer Sacramentar
Gemer / Gritar Opinar Recordar(se) Salientar
Hiperbolizar Ordenar Redimir-se Segredar
Historiar Ordenar Refazer-se Sentenciar
Identificar Orgulhar-se Refletir Simplificar
Ilustrar Pedir Reforçar Sintetizar
Imaginar Penitenciar-se Regalar-se Solicitar
Incentivar Pensar Registrar Sonhar
Indagar Perguntar(se) Regozijar-se Sublinhar
Indicar Ponderar Rejeitar Sugerir
Indignar-se Precisar Rejubilar-se Supor
Informar Preconizar Relacionar Suspirar
Insistir Predizer Relatar Sussurrar
Interpretar Pregar Relativizar Sustentar
Interrogar Preocupar-se Relembrar(se) Tachar / Temer
Ir (mais) além Prever Rememorar Teorizar
Ironizar / Irritar-se Proclamar Replicar Terminar
Isentar-se Profetizar Resguardar-se Testemunhar
Jurar Prognosticar Resignar-se Titubear
Justificar(se) Propor Resistir Transmitir
Lamentar(se) Propugnar Resmungar Trombetear
Lamuriar-se Prosseguir Responder Vaticinar
Lembrar(se) Protestar Responsabilizar-se Ver / Viajar
Limitar-se a dizer Provocar Ressaltar Vibrar
Manifestar-se Queixar-se Ressalvar Vociferar
Maravilhar-se Questionar Ressentir-se Zombar
2 VERBOS E PRONOMES NOS DISCURSOS DIRETO E INDIRETO
2.1– Salvo em casos excepcionais, há correspondência regular entre os tempos e os modos verbais. Assim, quando o verbo da fala está no presente do indicativo e o da oração justaposta, no pretérito perfeito, o primeiro verbo vai para o pretérito imperfeito do indicativo, mas o segundo não sofre alteração.
DISCURSO DIRETO DISCURSO INDIRETO
– Vou realizar muitos projetos neste ano, disse-lhe. Disse-lhe que iria realizar muitos projetos naquele ano.
OBS.: Caso a ação declarada na oração integrante (discurso indireto) perdure no momento em que se fala, o verbo mantém-se no presente do indicativo: “Disse-lhe que estou com preguiça neste ano”. O demonstrativo – neste – permanece também inalterado.
2.2– Se ambos os verbos – o da fala e o da oração justaposta – se acham no presente do indicativo, assim permanecem no discurso indireto; o mesmo ocorre com o pronome (demonstrativo):
DISCURSO DIRETO DISCURSO INDIRETO
– Estou sem planos neste ano, diz-lhe. Ele diz que está sem planos neste ano.
OBS.: O verbo dicendi vem no presente do indicativo somente quando há um mediador entre o autor da fala e o destinatário do texto.
3– POSIÇÃO DO VERBO DICENDI /SENTIENDI
3.1– No Discurso Direto de moldes tradicionais (que vigoraram até o início da escola realista), o verbo dicendi vem no meio ou no fim da fala, e excepcionalmente antes.
3.2– No jornalismo contemporâneo, encontramos mais freqüentemente o verbo dicendi/sentiendi no fim das frases. Essa localização se deve ao fato de as frases reproduzidas serem de pequena extensão.
Ex.: “Todo mundo diz que as fofocas saem do Palácio”, disse Corrêa. (IstoÉ, 2.6.1993, no. 1235, p.21)
BIBLIOGRAFIA CONSULTADA
GARCIA, Othon M. Comunicação em prosa moderna. Aprenda a escrever, aprendendo a pensar. 13.ed. Rio de Janeiro: FGV, 1986. (Biblioteca de Administração Pública, 14)
Emprego dos discursos direto e indireto no texto da entrevista
Pesquisa: Professora Drª. JOANITA MOTA DE ATAIDE
Emprego de verbos declarativos ou dicendi em matérias do jornalismo brasileiro contemporâneo, elaboradas com base em entrevistas. Pesquisamos em jornais e revistas de diferentes naturezas e periodicidades, durante as décadas de 80 (segunda metade) e de 90. O resultado acha-se no glossário de mais de 300 verbos, abaixo.
1 Classificação:
Othon M. Garcia (1986, p.129ss) adota uma classificação dupla para os verbos usados nos diálogos, encontrados na literatura de ficção (romances, contos), dos quais a entrevista jornalística faz amplo emprego. O narrador pode optar pelo discurso direto – transcrição da fala do interlocutor – ou pelo discurso indireto – isto é, a transmissão da essência do pensamento do entrevistado.
1.1– Classe: Verbos declarandi ou dicendi (de declaração)
1.1.1– Definição: São os verbos de elocução. A elocução refere-se à maneira pela qual alguém se expressa, quais palavras usa para fazê-lo.
1.1.2– Áreas semânticas: (GARCIA, 1986, p.131)
DIZER – afirmar, declarar;
PERGUNTAR – indagar, interrogar;
RESPONDER – retrucar, replicar;
CONTESTAR – negar, objetar;
CONCORDAR – assentir, anuir;
EXCLAMAR – gritar, bradar;
PEDIR – solicitar, rogar;
EXORTAR – animar, aconselhar;
ORDENAR – mandar, determinar.
1.2– Classe : Verbos sentiendi ou de sentir (assim chamados, por analogia aos dicendi).
1.2.1– Definição: Esses verbos são vicários ou variações dos verbos de elocução, pois fazem as vezes destes. Ou seja: do ponto de vista lógico-sintático presumem a existência de um legítimo dicendi oculto. Mas, como variação dos dicendi, expressam a carga de afetividade presente na língua falada.
1.2.2– Áreas semânticas: Expressam estado de espírito, reação psicológica, emoções, atitudes, gestos, etc. Ex. (Othon Garcia, op. cit.): GEMER, SUSPIRAR, LAMENTAR(SE), QUEIXAR-SE, EXPLODIR, ENCAVACAR, etc.
1.3– Funções:
1.3.1– Indicar o interlocutor que está com a palavra.
1.3.2– Permitir a adjunção de orações adverbiais (quase sempre reduzidas de gerúndio) ou expressões de valor adverbial, com que o narrador sublinha a fala das personagens, anotando-lhes a reação física ou psíquica. Em síntese, a função dos verbos dicendi é retratar o comportamento – em determinada circunstância - ou mesmo o caráter das personagens.
Ex.: “Eu tenho aqui uma lista de nomeações do PL para encaminhar”, disse Costa Neto entregando... Hargreaves não titubeou. Sem olhar a lista, foi logo prometendo: “Pode deixar comigo. Vou examinar com todo carinho”. (IstoÉ, 2.6.1993, no. 1235, p.21)
Segue glossário de verbos dicendi e sentiendi, em ordem alfabética.
Abordar Admirar-se Ajustar Ameaçar
Acentuar Admitir Alardear Amenizar
Aconselhar Admoestar Alegrar-se Anotar
Acreditar Advertir Alertar Analisar
Acrescentar Alegar Alfinetar Animar(se)
Acusar Afirmar Aludir Antever
Adiantar Ajuntar Alinhar Anuir
Anunciar Compreender Denunciar Endossar
Apontar Comprometer-se Deplorar / Depor Enfatizar
Apostar Comprovar Derramar-se Enfocar
Apregoar Comunicar Desabafar Engatilhar
Argüir Conclamar Desafiar Ensinar
Arriscar Concluir Desarmar-se Entender
Argumentar Concordar Descansar Entusiasmar-se
Arrematar Condenar Descartar Enumerar
Arrolar Confessar Descobrir Esbravejar
Assegurar Confiar Desconfiar Escandalizar-se
Asseverar Confidenciar Desculpar-se Escapar
Assinalar Confirmar Desdenhar Ensinar Gritar Ponderar Esclarecer
Assustar-se Confundir-se Desenvolver Entender Historiar Precisar Esconjurar
Atacar Congratular-se Desesperar-se Espantar-se
Atestar Conjecturar Desmentir Esquivar-se
Atribuir Consolar-se Destacar Estabelecer
Avaliar Constatar Determinar Estimar
Avisar Contabilizar Devolver Evidenciar
Balbuciar Contar Diagnosticar Exagerar
Bradar Contemporizar Discordar Exclamar
Bravatear Contestar Discorrer Exemplificar
Brincar Contra-atacar Discursar Exigir / Eximir-se
Calcular Contradizer Disfarçar Exortar / Explanar
Censurar Contrapor-se Disparar Explicar
Chamar a atenção Credenciar-se Distinguir Explicitar
Citar Crer Divertir-se Explodir
Classificar Criticar Dizer Expor
Cobrar Decepcionar-se Elogiar Expressar-se
Comemorar Declarar(se) Elucidar Exprimir-se
Comentar Defender(se) Emendar Extasiar-se
Comparar Definir(se) Emocionar-se Externar
Complementar Deixar escapar Encavacar Exultar
Completar Demonstrar Encerrar Falar
Fazer coro Mentalizar Raciocinar Resumir
Festejar Minimizar Reafirmar Retrucar
Filosofar Mostrar Reagir Revelar
Finalizar Murmurar Rebater Revidar
Frisar Narrar / Negar Receitar Revoltar-se
Fulminar Nomear / Notar Reclamar Rezar
Gabar-se Objetar Recompor-se Rugir
Garantir Observar Reconhecer Sacramentar
Gemer / Gritar Opinar Recordar(se) Salientar
Hiperbolizar Ordenar Redimir-se Segredar
Historiar Ordenar Refazer-se Sentenciar
Identificar Orgulhar-se Refletir Simplificar
Ilustrar Pedir Reforçar Sintetizar
Imaginar Penitenciar-se Regalar-se Solicitar
Incentivar Pensar Registrar Sonhar
Indagar Perguntar(se) Regozijar-se Sublinhar
Indicar Ponderar Rejeitar Sugerir
Indignar-se Precisar Rejubilar-se Supor
Informar Preconizar Relacionar Suspirar
Insistir Predizer Relatar Sussurrar
Interpretar Pregar Relativizar Sustentar
Interrogar Preocupar-se Relembrar(se) Tachar / Temer
Ir (mais) além Prever Rememorar Teorizar
Ironizar / Irritar-se Proclamar Replicar Terminar
Isentar-se Profetizar Resguardar-se Testemunhar
Jurar Prognosticar Resignar-se Titubear
Justificar(se) Propor Resistir Transmitir
Lamentar(se) Propugnar Resmungar Trombetear
Lamuriar-se Prosseguir Responder Vaticinar
Lembrar(se) Protestar Responsabilizar-se Ver / Viajar
Limitar-se a dizer Provocar Ressaltar Vibrar
Manifestar-se Queixar-se Ressalvar Vociferar
Maravilhar-se Questionar Ressentir-se Zombar
2 VERBOS E PRONOMES NOS DISCURSOS DIRETO E INDIRETO
2.1– Salvo em casos excepcionais, há correspondência regular entre os tempos e os modos verbais. Assim, quando o verbo da fala está no presente do indicativo e o da oração justaposta, no pretérito perfeito, o primeiro verbo vai para o pretérito imperfeito do indicativo, mas o segundo não sofre alteração.
DISCURSO DIRETO DISCURSO INDIRETO
– Vou realizar muitos projetos neste ano, disse-lhe. Disse-lhe que iria realizar muitos projetos naquele ano.
OBS.: Caso a ação declarada na oração integrante (discurso indireto) perdure no momento em que se fala, o verbo mantém-se no presente do indicativo: “Disse-lhe que estou com preguiça neste ano”. O demonstrativo – neste – permanece também inalterado.
2.2– Se ambos os verbos – o da fala e o da oração justaposta – se acham no presente do indicativo, assim permanecem no discurso indireto; o mesmo ocorre com o pronome (demonstrativo):
DISCURSO DIRETO DISCURSO INDIRETO
– Estou sem planos neste ano, diz-lhe. Ele diz que está sem planos neste ano.
OBS.: O verbo dicendi vem no presente do indicativo somente quando há um mediador entre o autor da fala e o destinatário do texto.
3– POSIÇÃO DO VERBO DICENDI /SENTIENDI
3.1– No Discurso Direto de moldes tradicionais (que vigoraram até o início da escola realista), o verbo dicendi vem no meio ou no fim da fala, e excepcionalmente antes.
3.2– No jornalismo contemporâneo, encontramos mais freqüentemente o verbo dicendi/sentiendi no fim das frases. Essa localização se deve ao fato de as frases reproduzidas serem de pequena extensão.
Ex.: “Todo mundo diz que as fofocas saem do Palácio”, disse Corrêa. (IstoÉ, 2.6.1993, no. 1235, p.21)
BIBLIOGRAFIA CONSULTADA
GARCIA, Othon M. Comunicação em prosa moderna. Aprenda a escrever, aprendendo a pensar. 13.ed. Rio de Janeiro: FGV, 1986. (Biblioteca de Administração Pública, 14)
Ficha_Técnica

Normas técnicas para texto de rádio
1- Téc – Característica – roda disco – (nome do disco)
Lado – faixa 7
Roda 15” e vai a bg
2- Téc- característica- sobe, roda 5” , vai a bg
Funde com
Fundo musical – disco (nome do disco)
Lado 1 – faixa 1
Roda 10” e vai a bg
3- Fundo musical - sobe, roda5”, vai a bg e corta
Emenda com
Roda disco – (nome da música) – lado 1 – faixa 6
Disco nome do disco – lado 1- faixa 3 – tempo
4- Característica – roda 15” e vai a bg
5- Indica se o texto continua em outra lauda –(continua)
6- Se o programa for apresentado apenas por um locultor procure dispor o texto em blocos de tamanho não superior a cinco linhas. Com dois ou três locutores, o melhor é a fragmentação do texto com uma técnica próxima a forma mancheteada. Em ambos os casos siga a regra do texto corrido.
7- Numere as laudas
8- Téc – Roda entrevista – fita rolo -,(tempo)
D.l: (deixa inicial)
D.F.(deixa final)
9- Téc roda Entrevista – fita cassete – ( tempo)
D.l.:
D.F.:
10- téc – Roda entrevista – fita cassete –(tempo)
D.l.:
D.F.:
Emenda com:
11- Para uma perfeita edição de entrevista gravadas, é necessário que se identifique com clareza o início e o fim da inserção. Para isso, use períodos com sujeito, verbo e complemento.
D.l. – Deixa inicial – começo da gravação
D.l. – Deixa final – término de gravação
12- Sobreposição – transmissão simultânea de dois ou mais sons
13- Fusão – O som original vai diminuindo de intensidade á medida que uma nova inserção sonora é introduzida na transmissão.
1- Téc – Característica – roda disco – (nome do disco)
Lado – faixa 7
Roda 15” e vai a bg
2- Téc- característica- sobe, roda 5” , vai a bg
Funde com
Fundo musical – disco (nome do disco)
Lado 1 – faixa 1
Roda 10” e vai a bg
3- Fundo musical - sobe, roda5”, vai a bg e corta
Emenda com
Roda disco – (nome da música) – lado 1 – faixa 6
Disco nome do disco – lado 1- faixa 3 – tempo
4- Característica – roda 15” e vai a bg
5- Indica se o texto continua em outra lauda –(continua)
6- Se o programa for apresentado apenas por um locultor procure dispor o texto em blocos de tamanho não superior a cinco linhas. Com dois ou três locutores, o melhor é a fragmentação do texto com uma técnica próxima a forma mancheteada. Em ambos os casos siga a regra do texto corrido.
7- Numere as laudas
8- Téc – Roda entrevista – fita rolo -,(tempo)
D.l: (deixa inicial)
D.F.(deixa final)
9- Téc roda Entrevista – fita cassete – ( tempo)
D.l.:
D.F.:
10- téc – Roda entrevista – fita cassete –(tempo)
D.l.:
D.F.:
Emenda com:
11- Para uma perfeita edição de entrevista gravadas, é necessário que se identifique com clareza o início e o fim da inserção. Para isso, use períodos com sujeito, verbo e complemento.
D.l. – Deixa inicial – começo da gravação
D.l. – Deixa final – término de gravação
12- Sobreposição – transmissão simultânea de dois ou mais sons
13- Fusão – O som original vai diminuindo de intensidade á medida que uma nova inserção sonora é introduzida na transmissão.
Ficha_Digitação

DIGITAÇÃO DE TEXTO DE RÁDIO
O aspecto visual do texto é mais importante do que se imagina. Erros gráficos derrubam qualquer locutor e o texto mal distribuído pode ser responsável por falhas técnicas de edição.
AO REDATOR É IMPORTE QUE OBSERVE:
01 – Apresente um texto nítido e limpo. Cuidado com cópias sem nenhuma condição de leitura.
02 – Digite, no alto, um cabeçalho onde deve constar o título dado à matéria, crônica ou editorial, nome do programa, data em que irá ao ar e seu nome.
Obs: Algumas emissoras já dispõem de programas com espaço para esses dados.
3- Se tiver alguma recomendação a fazer ao locutor ou técnica, faça-a abaixo do cabeçalho. Coloque um asterisco ou sinal que chame atenção e dê o recado a eles.
4- Deixe um bom espaço entre o cabeçalho e o texto; entre o texto e a gravação.
5- Faça uma margem larga nos dois lados da lauda.
6- Use espaço triplo.
7- Use letras maiúscula (caixa alta) nas notícias mancheteadas.
8- Digite, falando em voz baixa, verifique se certas combinação de palavras dificultam a locução. A linguagem será mais coloquial, você sentirá o ritmo das frases e os erros serão evitados.
9- Ao falar em voz baixa, verifique se certas combinações de palavras dificultam a locução. A combinação “toda as exigências” é exemplo de erro fatal no momento da locução. Logo, evite frases difíceis de prenunciar.
10- Não separe as palavras de uma linha para a outra.
11- Não separe frases ao mudar de páginas.
12- Numere as páginas de matéria. No final, escreva “ continua” ou “fim”.
13- Redija frases curtas. O locutor precisa respirar e se o fizer em momento inadequado, quebrará o ritmo do texto, podendo, inclusive, alterar seu sentido. A frase curta evita o desastre.
14- Marque o ritmo das frases com vírgula, ponto, travessão e reticências.
15- Assinale as passagens musicais para os locutores e técnicos.
16- Ao digitar, frases interrogativas, mude de linha e bata o ponto de interrogação no início da frase, entre parênteses e no final também. A interrogação precisa ser expressa no começo da frase, entre parênteses e no final também. A interrogação precisa ser expressa no começo da frase e portanto o locutor precisa ser avisado com antecedência.
17- Ao digitar palavras e nomes próprios estrangeiros, “sublinhe” e use a grafia correta, com um asterisco, No alto da página, escreva a pronúncia correta, de forma aportuguesada, onde devem constar todas as recomendações.
18- Sublinhe as palavras que devem ser enfatizadas pelo locultor.
19- Sublinhe os títulos de obras.
20- Marque as citações com aspa.
21- Digite por extenso as frações, porcentagens e romanos.
Obs: É assim que você deve digitar os números grandes:
380 milhões, 220 mil e 20 homens.
Mas se a última unidade for 1 ou 2, digite por extenso para facilitar a concordância com substantivo:
200 milhões, 350 mil, sessenta e duas pessoas.
Evite o numeral ordinal acima do décimo. Já pensou na situação de locutor, de repente, ter que ler:
O príncipe Charles da Inglaterra abre as comemorações do 350º aniversário da Universidade Harvard.
Use o numeral cardinal:
O príncipe Charles da Inglaterra abre as comemorações dos 350 anos da Universidade Harvard.
22- Na contagem de tempo, escreva:
2 minutos, 35 segundos e 8 décimos.
23- Atenção! Aos acentos! A acentuação incorreta faz o locutor errar durante a leitura.
24- Leia o texto ao terminar e corrija todos os erros. Nesta leitura, observe o ritmo das frases. É essencial para a comunicação da mensagem.
25- Cada linha digitada, ou 72 toques, corresponde a 5 segundos de segundos de leitura no ar!
Quando pedirem a você um boletim de um minuto, saiba que isto eqüivale a 12 linhas de página, média.
MODELO
Assunto da Matéria Programa Data Redator
(Rubrica: ) * locutor: * técnico:
Loc: O economista Delfin Neto faz hoje 60 anos. A rádio Unicap ouviu vários depoimentos de economista e políticos a respeito de Delfin Neto para que o ouvinte saiba:
(?) Que influência exerce hoje o Delfin Neto na Economia?
(?) O que pensa um economista que acompanha o desenvolvimento do Brasil no chamado “milagre econômico”?
Gravação:
Tec. In: “O ex- ministro Delfin Neto está...
Fi: “desenvolvimento da empresa privada”.
Emendar:
Tec. In: “para Mário Henrique Simosen.... fi: ...Delfin Neto”
Dicas
Usar de preferência papel branco.
Fazer uma cópia para cada locutor e outra para controle técnico.
Para a redação dos jornais é necessário que pontuação seja correta, segundo as normas gramaticais. Para a redação da rádio, a pontuação deve ajudar os locutores a lerem a notícia. Por isso, cada Departamento de Jornalismo, na rádio, tem direito de inventar seu próprio código de pontuação e de sinais. Por exemplo:
Para indicar uma breve pausa.......................................................
Para indicar uma pausa
Longa ou mudança de tema./////////////////////////////////////////////////////
Para introduzir uma pergunta,
ou admiração, não esquecendo de????????????????????????????
Para uma palavra difícil e estrangeira.
Para indicar uma entonação especial, quando se quer destacar uma palavra.
Onde se deve subir ou baixar o tom da voz
E todos os demais sinais convencionais.
Biografia
Andréa Greets, Manual de Comunicação 2, A Notícia Popular, Maria Elisa Porchat, Manual de Radiojornalismo Jovem Pam.
O aspecto visual do texto é mais importante do que se imagina. Erros gráficos derrubam qualquer locutor e o texto mal distribuído pode ser responsável por falhas técnicas de edição.
AO REDATOR É IMPORTE QUE OBSERVE:
01 – Apresente um texto nítido e limpo. Cuidado com cópias sem nenhuma condição de leitura.
02 – Digite, no alto, um cabeçalho onde deve constar o título dado à matéria, crônica ou editorial, nome do programa, data em que irá ao ar e seu nome.
Obs: Algumas emissoras já dispõem de programas com espaço para esses dados.
3- Se tiver alguma recomendação a fazer ao locutor ou técnica, faça-a abaixo do cabeçalho. Coloque um asterisco ou sinal que chame atenção e dê o recado a eles.
4- Deixe um bom espaço entre o cabeçalho e o texto; entre o texto e a gravação.
5- Faça uma margem larga nos dois lados da lauda.
6- Use espaço triplo.
7- Use letras maiúscula (caixa alta) nas notícias mancheteadas.
8- Digite, falando em voz baixa, verifique se certas combinação de palavras dificultam a locução. A linguagem será mais coloquial, você sentirá o ritmo das frases e os erros serão evitados.
9- Ao falar em voz baixa, verifique se certas combinações de palavras dificultam a locução. A combinação “toda as exigências” é exemplo de erro fatal no momento da locução. Logo, evite frases difíceis de prenunciar.
10- Não separe as palavras de uma linha para a outra.
11- Não separe frases ao mudar de páginas.
12- Numere as páginas de matéria. No final, escreva “ continua” ou “fim”.
13- Redija frases curtas. O locutor precisa respirar e se o fizer em momento inadequado, quebrará o ritmo do texto, podendo, inclusive, alterar seu sentido. A frase curta evita o desastre.
14- Marque o ritmo das frases com vírgula, ponto, travessão e reticências.
15- Assinale as passagens musicais para os locutores e técnicos.
16- Ao digitar, frases interrogativas, mude de linha e bata o ponto de interrogação no início da frase, entre parênteses e no final também. A interrogação precisa ser expressa no começo da frase, entre parênteses e no final também. A interrogação precisa ser expressa no começo da frase e portanto o locutor precisa ser avisado com antecedência.
17- Ao digitar palavras e nomes próprios estrangeiros, “sublinhe” e use a grafia correta, com um asterisco, No alto da página, escreva a pronúncia correta, de forma aportuguesada, onde devem constar todas as recomendações.
18- Sublinhe as palavras que devem ser enfatizadas pelo locultor.
19- Sublinhe os títulos de obras.
20- Marque as citações com aspa.
21- Digite por extenso as frações, porcentagens e romanos.
Obs: É assim que você deve digitar os números grandes:
380 milhões, 220 mil e 20 homens.
Mas se a última unidade for 1 ou 2, digite por extenso para facilitar a concordância com substantivo:
200 milhões, 350 mil, sessenta e duas pessoas.
Evite o numeral ordinal acima do décimo. Já pensou na situação de locutor, de repente, ter que ler:
O príncipe Charles da Inglaterra abre as comemorações do 350º aniversário da Universidade Harvard.
Use o numeral cardinal:
O príncipe Charles da Inglaterra abre as comemorações dos 350 anos da Universidade Harvard.
22- Na contagem de tempo, escreva:
2 minutos, 35 segundos e 8 décimos.
23- Atenção! Aos acentos! A acentuação incorreta faz o locutor errar durante a leitura.
24- Leia o texto ao terminar e corrija todos os erros. Nesta leitura, observe o ritmo das frases. É essencial para a comunicação da mensagem.
25- Cada linha digitada, ou 72 toques, corresponde a 5 segundos de segundos de leitura no ar!
Quando pedirem a você um boletim de um minuto, saiba que isto eqüivale a 12 linhas de página, média.
MODELO
Assunto da Matéria Programa Data Redator
(Rubrica: ) * locutor: * técnico:
Loc: O economista Delfin Neto faz hoje 60 anos. A rádio Unicap ouviu vários depoimentos de economista e políticos a respeito de Delfin Neto para que o ouvinte saiba:
(?) Que influência exerce hoje o Delfin Neto na Economia?
(?) O que pensa um economista que acompanha o desenvolvimento do Brasil no chamado “milagre econômico”?
Gravação:
Tec. In: “O ex- ministro Delfin Neto está...
Fi: “desenvolvimento da empresa privada”.
Emendar:
Tec. In: “para Mário Henrique Simosen.... fi: ...Delfin Neto”
Dicas
Usar de preferência papel branco.
Fazer uma cópia para cada locutor e outra para controle técnico.
Para a redação dos jornais é necessário que pontuação seja correta, segundo as normas gramaticais. Para a redação da rádio, a pontuação deve ajudar os locutores a lerem a notícia. Por isso, cada Departamento de Jornalismo, na rádio, tem direito de inventar seu próprio código de pontuação e de sinais. Por exemplo:
Para indicar uma breve pausa.......................................................
Para indicar uma pausa
Longa ou mudança de tema./////////////////////////////////////////////////////
Para introduzir uma pergunta,
ou admiração, não esquecendo de????????????????????????????
Para uma palavra difícil e estrangeira.
Para indicar uma entonação especial, quando se quer destacar uma palavra.
Onde se deve subir ou baixar o tom da voz
E todos os demais sinais convencionais.
Biografia
Andréa Greets, Manual de Comunicação 2, A Notícia Popular, Maria Elisa Porchat, Manual de Radiojornalismo Jovem Pam.
Aula 03 de Setembro
Aula de Hoje_ Sala 507_
Fechamanto dos Spots
Produção do Roteiro
Terça-Feira_08 de setembro_ Sala 510_ Horário LM_A Entrevista _ Aula de Reposição
Quinta-Feira_10 de setembro_ Sala 507 - Produção do texto Pesquisa Projeto Rádio Ao vivo
Segunda-feira_14 de setembro_ Sala 505- Gravação dos Spots
Escala de Gravação_ Spots
1º Segunda-Feira_ 14 de setembro
2º Segunda-Feira- 14 de setembro
3º Segunda-Feira_ 21 de setembro_
4º Segunda-Feira_ 21 de setembro_
Escala de Gravação_ Spots
1º Segunda-Feira_ 14 de setembro_
2º Segunda-Feira- 14 de setembro_
3º Segunda-Feira_ 21 de setembro_
4º Segunda-Feira_ 21 de setembro_
Prova Teórica: 2 Questões Subjetivas
Quinta-feira_24 de Setembro
Entrega do Texto Reflexivo e Dabate sobre o Livro: Sobre Entrevista_Stela Guedes Caputo
Sala 407_Quinta_Feira_01 de outubro
Rádio Ao Prova Prática - Sala 505 - Análise de Conversação - Segunda_Feira_28 de setembro
Projeto Cobertura Mercado de São José - Sábado_19 de setembro_ das 8 às 13h
Entrega do texto de Pesquisa do Projeto Rádio Ao vivo_ 05 de Outubro
Distribuição dos Textos: Rádio/Técnica
Verbos Declaratórios
A Entrevista
Fechamanto dos Spots
Produção do Roteiro
Terça-Feira_08 de setembro_ Sala 510_ Horário LM_A Entrevista _ Aula de Reposição
Quinta-Feira_10 de setembro_ Sala 507 - Produção do texto Pesquisa Projeto Rádio Ao vivo
Segunda-feira_14 de setembro_ Sala 505- Gravação dos Spots
Escala de Gravação_ Spots
1º Segunda-Feira_ 14 de setembro
2º Segunda-Feira- 14 de setembro
3º Segunda-Feira_ 21 de setembro_
4º Segunda-Feira_ 21 de setembro_
Escala de Gravação_ Spots
1º Segunda-Feira_ 14 de setembro_
2º Segunda-Feira- 14 de setembro_
3º Segunda-Feira_ 21 de setembro_
4º Segunda-Feira_ 21 de setembro_
Prova Teórica: 2 Questões Subjetivas
Quinta-feira_24 de Setembro
Entrega do Texto Reflexivo e Dabate sobre o Livro: Sobre Entrevista_Stela Guedes Caputo
Sala 407_Quinta_Feira_01 de outubro
Rádio Ao Prova Prática - Sala 505 - Análise de Conversação - Segunda_Feira_28 de setembro
Projeto Cobertura Mercado de São José - Sábado_19 de setembro_ das 8 às 13h
Entrega do texto de Pesquisa do Projeto Rádio Ao vivo_ 05 de Outubro
Distribuição dos Textos: Rádio/Técnica
Verbos Declaratórios
A Entrevista
domingo, 30 de agosto de 2009
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